Ex-governador 'foge' de tucano em convenção conjunta no Piauí

Campos deixa ida a Teresina para última hora e evita encontrar Aécio; PSB e PSDB vão apoiar candidato do PMDB

TERESINA, O Estado de S.Paulo

28 Junho 2014 | 02h02

Candidatos à Presidência, o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador Eduardo Campos (PSD) desembarcaram ontem em Teresina para participar do mesmo evento político, mas tomaram cuidado para evitar encontros. Ambos foram à capital do Piauí para a convenção que lançou José Filho (PMDB) como candidato ao governo, na chapa que tem Silvio Mendes (PSDB) como vice e Wilson Martins (PSB) como candidato ao Senado.

Aécio foi o primeiro a desembarcar na cidade. A ideia original era que ele chegasse às 13h, mas, por causa de problemas no embarque em Brasília, o senador desembarcou apenas às 15h. Na convenção, Aécio foi saudado pelo locutor, ao som de seu jingle de campanha, como o "próximo presidente do Brasil". No palanque, recebeu elogios dos líderes políticos presentes, entre eles o governador José Filho, que rompeu com a presidente Dilma Rousseff para apoiá-lo.

"O Piauí não tem nada contra a Dilma e o Lula, mas o Aécio é gente do povo. Ele vai manter o Bolsa Família", disse o governador. Na plateia, bandeiras azuis do PSDB e amarelas do PSB se misturavam a outras pretas que exibiam o texto "Fora, Dilma".

Enquanto Aécio discursava, Campos desembarcava em Teresina. Segundo auxiliares, o ex-governador, que estava em Brasília, decidiu viajar de última para hora para "marcar território". Ao saber do atraso de Aécio, Campos foi à casa do aliado Wilson Martins, candidato ao Senado, para "fazer hora".

Quando Campos chegou ao evento, a claque tucana já tinha saído. O mesmo locutor que saudou Aécio anunciou Campos como "o próximo presidente do Brasil". O ex-governador teve o punho erguido por José Filho, em gesto idêntico ao feito com Aécio. "Eu estava no governo da presidente Dilma quando criaram o Bolsa Família. A gente ouve boatos, terrorismo, dizendo que vamos acabar com os programas sociais", disse.

Pela manhã foi a vez do presidenciável do PSC, Pastor Everaldo Pereira, desembarcar na cidade para a convenção que homologou a candidatura do ex-senador Francisco de Assis Moraes Souza, o Mão Santa (PSC), ao governo do Piauí. Em seu discurso, ele disse que Dilma não tem diálogo com a sociedade e, por isso, precisa de ministérios para mediar isso. "Precisamos de mais Brasil e de menos Brasília." / P.V.

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