Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Ex-funcionária diz que recebia mesmo após saída de Cristiane de secretaria

Aline Pinho afirma que recebia R$ 3 mil de ex-deputada como comissionada sem nunca ter trabalhado em pasta

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2018 | 12h24

RIO - Mesmo após a nova ministra do Trabalho, Cristiane Brasil (PTB-RJ), ter saído da Secretaria Especial do Envelhecimento Saudável do Rio, a funcionária Aline Lucia de Pinho continuou prestando serviços particulares para a ex-deputada, nomeada e recebendo pela pasta. A informação é da própria funcionária, que deve processar Cristiane por ter lhe demitido enquanto estava licenciada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por acidente de trabalho – ocorrido, segundo ela, quando prestava serviços particulares para Cristiane.

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Cristiane deixou a secretaria, onde foi nomeada pelo ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, em 2015, para assumir o mandato como deputada federal. Por indicação sua, quem ocupou a sua vaga na secretaria foi Carolina Chaves de Azevedo, filha de Vera Lúcia Gorgulho Chaves de Azevedo, secretária parlamentar de seu gabinete quando deputada federal.

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Em uma edição do Diário Oficial do Município de abril de 2016, consta o nome de Aline no cargo de assessora III, na pasta já liderada por Carolina. Segundo Aline, que era motorista particular e também prestava serviços particulares para Cristiane, ela recebia cerca de R$ 3 mil como comissionada na secretaria, apesar de nunca ter trabalhado no local.

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Carolina também foi indicada por Cristiane, em novembro passado, para assumir a vaga de diretora-Geral do Arquivo Nacional, cargo ligado ao Ministério da Justiça, onde está até hoje.  A mãe de Carolina, Vera Lúcia Gorgulho Chaves de Azevedo, também é apontada como a pessoa que fazia os repasses de uma indenização trabalhista contra Cristiane por um motorista. Vera colaborou com uma doação de R$ 5 mil em cheque para a campanha de Cristiane para vereadora em 2008.

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A assessoria da nova ministra ainda não respondeu à reportagem sobre o caso. Carolina foi procurada pela reportagem por meio da assessoria de imprensa do Arquivo Nacional, mas ainda não respondeu.

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