Ex-executivos do Nacional depõem em CPI do Proer

Dois ex-executivos do Banco Nacional, que sofreu intervenção do Banco Central em 1995, depuseram na CPI do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer) hoje e, segundo o deputado Milton Temer (PT-SP), não sanearam as dúvidas da comissão, sobre se o BC sabia, ou não, da existência de 652 contas fantasmas na instituição, uma das beneficiadas com os recursos do programa. A pedido de Temer, Clarimundo Santana e Arnoldo de Oliveira foram submetidos a uma nova acareação, mas sequer conseguiram esclarecer quem, na instituição, teve participação no esquema de fraudes que chegou a R$ 5,1 bilhões. "Ficamos sem resultados", lamentou o deputado petista.A exemplo do que ocorreu nos dois outros confrontos a que foram submetidos na Justiça e na polícia, Santana e Oliveira só concordaram no ponto de que o ex-controlador da instituição, Marcus Magalhães Pinto, sabia de todo o esquema que determinou a intervenção do BC.Enquanto Oliveira - que era considerado o número um na administração do Nacional - garantiu que não sabia de nada, Santana disse que ele tanto sabia que havia lhe mandado maquiar o balanço de 1989, para esconder o problema. Indignado com a contradição, Temer chegou a defende a estatização do sistema financeiro privado. Segundo ele, se Oliveira era o executivo mais importante do banco e não sabia do problema, não se pode confiar que os bancos sejam privados.Exatamente como tem ocorrido na CPI do Banespa, a comissão que investiga o Proer tem tido freqüência mínima de deputados. Ao longo do depoimento de hoje, no máximo seis parlamentares estiveram no plenário. Nos 30 minutos de acareação, três advogados dos depoentes faziam companhia para um número praticamente igual de deputados. Estes eram cinco, contando o presidente da comissão, Gustavo Fruet (PMDB-PR), e o relator Alberto Goldman (PSDB-SP).

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