Ex-Dops vai reunir memória das vítimas da ditadura

Depois de anos de disputa entre grupos de direitos humanos e a Polícia Civil, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) anunciou nesta quarta-feira que vai ceder o prédio onde ficava o extinto Departamento de Ordem Política e Social (Dops) para a criação de um centro de memória das vítimas da ditadura militar (1964-1965). A decisão foi anunciada durante a solenidade de posse da Comissão Estadual da Verdade do Rio e foi comemorada por seus membros. Policiais civis queriam instalar no imóvel, atualmente em reforma, o Museu da Polícia, e havia também especulações de que o ex-Dops poderia ter destinação comercial.

WILSON TOSTA, Agência Estado

08 de maio de 2013 | 19h18

"Ninguém é contra a memória, mas a memória mais importante é que aquilo lá serviu de palco para torturas físicas e mentais e processos covardes e fascistas. Então esse é o ponto mais importante. Isso pode conviver muito bem com o próprio histórico da Polícia Civil, que é uma instituição de quase 200 anos. Não tem nenhum problema", disse Cabral, lembrando que o edifício pertence à Polícia. Caberá agora à Comissão da Verdade constituir um grupo de trabalho com a Polícia Civil e a Secretaria de Cultura para elaborar um projeto para o Museu. "Precisa de um projeto de conteúdo, para não fazer uma coisa mambembe", disse o governador.

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