Ex-diretores do BEC depõem na Justiça

O juiz federal substituto da 11ª vara, Marcos Mairton da Silva, passou a tarde de hoje interrogando ex-diretores do Banco do Estado do Ceará (BEC). Eles são acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, que teriam ocorrido entre 1995 e 1998, no segundo mandato do governador Tasso Jereissati (PSDB-CE).O ex-presidente do banco, José Monteiro de Alencar, cujo depoimento estava previsto para a próxima sexta-feira, também começou a ser ouvido hoje. O interrogatório aconteceu a portas fechadas. Em entrevista, o advogado de Monteiro, Deodato Ramalho, reafirmou a inocência de seu cliente. Disse que, sob o ponto de vista técnico, a diretoria do BEC agiu com "absoluta regularidade".De acordo com Ramalho, a ação movida pelo MPF é uma repetição de uma outra que chegou a ser solicitada, ano passado, pela Associação dos Funcionários do BEC (Afbec) e Sindicato dos Bancários do Ceará. Ação esta que, segundo o advogado, foi arquivada por falta de provas.Além de Monteiro, apresentaram-se hoje os ex-diretores Maria Aurilene Cândido Martins, Élfio Rocha Mendes e Eliardo Ximenes Rodrigues. Maria Aurilene, ex-diretora de Gestão e Risco, foi a única a prestar depoimenrto completo. Ela é acusada de ignorar parecer técnico desfavorável da área de análise de crédito do banco e autorizar empréstimo, em 1995, de R$ 1,7 milhão (R$ 3,1 milhões a preços de dezembro do ano passado) à Empresa Irma do Nordeste Ltda. Até as 17h30, o juiz Mairton da Silva tinha conseguido ouvir apenas Maria Aurilene. Devido ao racionamento de energia, o expediente na sede da Justiça Federal foi encerrado às 17 horas. A previsão é de que o interrogatório dos outros acusados seja transferido para outro dia.

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