Ex-diretores de presídio podem ser punidos

O corregedor da Secretaria da Administração Penitenciária, Clayton Alfredo Nunes, informou hoje que os ex-diretores da Penitenciária de Araraquara, Leandro Pereira e Ocimar Eiras, que libertaram na noite de sábado cinco assaltantes condenados a penas de 20 a 50 anos de prisão, poderão ser processados por facilitação de fuga. Eles respondem a inquérito na polícia de Araraquara e a sindicância e processo administrativo na secretaria. Pereira, Eiras e os agentes penitenciários que trabalhavam na noite de sábado poderão ser demitidos a bem do serviço público.Ao ser ouvido pelo corregedor, na manhã de ontem, Pereira assumiu o erro e declarou que tinha completa noção de que sua decisão era ilegal e de que os condenados poderiam ser libertados somente com a autorização da Justiça. "Ele tinha duas opções a adotar no caso", adiantou Nunes. "Ou virava herói, não concordando com os bandidos e pedindo a ajuda da polícia, ou virava vítima. Preferiu virar vítima e cometeu uma falha gravíssima", relatou Nunes. Amanhã, ele volta a Araraquara para ouvir os agentes penitenciários do turno da noite. Para o corregedor, Pereira e Eiras não podem afirmar que agiram "em coação moral irresistível" porque os familiares do diretor-geral eram mantidos reféns.Segundo Nunes, a falta é gravíssima, e quem trabalha no sistema carcerário sabe bem suas obrigações e deveres num presídio de segurança máxima, mesmo diante de fatos como os de sábado. Pereira era diretor de Araraquara desde 1991. A sindicância deverá ser concluída em 30 dias.

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