Ex-diretora do UBS se recusa a falar sobre Roseana Sarney

Esther Kanzig, ao ser questionada sobre o nome da política brasileira, disse, nervosa, que não a conhecia e que não tinha nada a dizer

Jamil Chade, de O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2010 | 13h53

GENEBRA, Suiça - Assustada e visivelmente irritada com as perguntas, a ex-diretora do UBS em Zurique, Esther Kanzig, se recusou a dizer ao Estado se conhecia a governadora Roseana Sarney. Mas deu claras indicações que sabia sobre as informações reveladas pela reportagem do Estado no fim de semana. "Não vou falar nada sobre esse assunto e nem se eu a conheci", disse Esther, em declarações à reportagem do Estado. "Não tenho nada a dizer", repetiu, nervosa.

 

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Nos últimos anos, o UBS esteve envolvido em polêmicas e processos judiciais por ter ajudado clientes a driblar o fisco de seus países e lavar dinheiro na Suíça. Nos Estados Unidos, o banco foi condenado e teve de pagar uma multa milionária às autoridades americanas em 2009 por suas atividades consideradas como ilegais de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Um de seus banqueiros acabou preso nos Estados Unidos e as relações entre a administração de Barack Obama e as suíças chegaram a se estremecer.

 

No fim de semana, o Estado publicou troca de e-mails em que se comunica um pagamento efetuado no exterior logo após a liberação dos recursos à família Sarney no Brasil. O email cita uma mulher de nome Esther, do banco suíço UBS. Trata-se de Esther Kanzig, diretora do banco suíço UBS em Zurique naquela ocasião.

 

Esther se aposentou do UBS há um ano, deixando em seu lugar um funcionário que passou a atender clientes brasileiro com um português impecável. O banco tem ampliado sua atuação sobre o mercado brasileiros nos últimos anos, em busca exatamente de grande fortunas do País. Neste ano, gastou mais de U$ 100 milhões para ter uma base de operações no Brasil.

 

A reportagem conseguiu o telefone residencial da ex-diretora, que continua vivendo em Zurique. Mas ela se recusou a seguir a conversa telefônica com a reportagem depois de saber do que se tratava, alegando que não tinha "nada a declarar sobre essa história". "Acho que não vou falar sobre esse tema", insistiu. "Estou muito ocupada", disse. Questionada se poderia atender a reportagem algumas horas depois ou uns dias depois, Esther apenas retrucou: "vou continuar estando ocupada".

 

A assessoria de imprensa do banco suíço também indicou que não teria comentários a fazer sobre os documentos publicados no Estado citando o nome de uma ex - diretora. "Não temos nada a declarar", afirmou a assessoria de imprensa do UBS.

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