Ex-diretora do Prodasen está sendo investigada

Além dos problemas que vem enfrentando desde a violação do painel do Senado, a ex-diretora do Prodasen, Regina Borges, e outros ex-diretores do órgão estão sendo investigados por terem contratado, sem licitação, vários equipamentos para a instalação da sala-cofre no Interlegis - o sistema integrado de informática entre Legislativos da União, Estados e municípios. As suspeitas de irregularidades na aquisição desses equipamentos foram levantadas pela comissão de sindicância que apurou o suposto tráfico de influência de Rubens Gallerani, assessor do então senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). As irregularidades teriam sido cometidas em concorrências no Prodasen, beneficiando empresas paulistas no fornecimento de material de informática.Segundo o primeiro secretário do Senado, senador Carlos Wilson (PPS-PE), até agora a única conclusão é a de que nada foi encontrado que pudesse incriminar Gallerani. Como ele não era funcionário do Senado, não autorizou compras. "Da mesma forma, a comissão teve dificuldade em provar o suposto tráfico de influência", afirmou o senador.No entanto, a comissão de sindicância decidiu pedir à Secretaria de Controle Interno o aprofundamento das investigações para apurar a participação dos responsáveis pelo setor de compras e de diretores do Prodasen. O argumento para a compra dos equipamentos sem licitação foi o da inexistência de similares no mercado. "Mas parece que existiam similares à venda", afirmou o senador Carlos Wilson.As suspeitas na compra de equipamentos pelo Prodasen também são resultado dos inquéritos abertos em decorrência da disputa entre os senadores Antônio Carlos Magalhães e Jáder Barbalho (PMDB-PA). Foi um desses inquéritos, aliás, que apurou a responsabilidade de senadores na violação do painel eletrônico de votação e resultou na renúncia de ACM e do ex-senador José Roberto Arruda.

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