Ex-diretor não foi intermediário, diz empresa

Em nota, Transpetro nega irregularidades e Sergio Machado volta a classificar como falsa a declaração de Paulo Roberto Costa

Fausto Macedo e Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

29 de novembro de 2014 | 21h00

 A Transpetro e seu presidente licenciado, Sergio Machado, negaram ilegalidades nos contratos da subsidiária e qualquer interferência do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa. “O ex-diretor não interferiu nos contratos da empresa nem foi ‘intermediário’”, informou a subsidiária da Petrobrás, por meio de sua assessoria de imprensa.

Machado voltou a afirmar que é “absolutamente falsa a menção feita contra ele por Paulo Roberto Costa”, mas admitiu que o ex-diretor propôs contratos para a subsidiária após deixar a Petrobrás.

‘Intenções’.Via assessoria, o presidente licenciado da Transpetro classificou os documentos e anotações que estão sendo analisados pela força-tarefa da Lava Jato como “um conjunto de intenções do ex-diretor”. “Elas retratam tão somente planos traçados por ele e não comprometem necessariamente com seus objetivos as pessoas ali mencionadas.”

Segundo Machado, que admite ter sido procurado quatro vezes por Costa após sua saída da Petrobrás, informou que “num momento em que não pesava contra ele nenhuma suspeita, chegou a apresentar sugestões que foram submetidas a análise da equipe técnica da Transpetro”.

“A conclusão foi de que nenhuma dessas proposições atendia aos interesses da empresa – e, portanto, nenhuma foi efetivada.”

Já a Transpetro disse que “os contratos da empresa são fruto de processos licitatórios dos quais participaram diversas empresas, tendo sido vencedoras sempre aquelas que ofereceram os menores preços”. A estatal de logística e transportes da Petrobrás destacou que foi submetida a fiscalização “regular pelos órgãos oficiais de controle”, sem que houvesse apontamento de sobrepreço.

A Transpetro informou “desconhecer” por que há menção ao Promef, principal programa de investimentos da subsidiária, nas anotações de Costa. 

Machado informou, por meio de assessoria de imprensa, que Costa “nunca tratou” com ele de contratos firmados pela Transpetro “nem de investimentos do chamado Promef”.

Machado lembrou que desde o primeiro ano, o programa foi auditado pelo Tribunal de Contas da União e o órgão não constatou indícios de irregularidades ou superfaturamento quando questionado pelo Senado a respeito da construção de um dos sete navios financiados pelo Promef.

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