Ex-diretor dos Correios envolvido com propinas é demitido

O ex-diretor de Administração da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) Antônio Osório Menezes Batista será, finalmente, demitido. A medida é o resultado do processo administrativo disciplinar concluído pela Controladoria-Geral da União (CGU), que foi anunciado nesta terça-feira. Desde maio do ano passado, por decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Batista estava afastado do cargo de confiança.Batista, à época membro da executiva nacional do PTB, foi investigado pela CPI dos Correios por envolvimento em esquema de cobrança de propina nos Correios, operada por funcionários indicados pelo presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), acusado de liderar o esquema. O ex-diretor atuou diretamente para a revisão do valor de contrato com o consórcio Alpha, prestadora de assistência técnica das agências dos Correios, que liberou o pagamento indevidamente R$ 5,517 milhões a título de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. O argumento usado pelos Correios para poder corrigir o contrato foi o da súbita desvalorização do real frente ao dólar desde agosto de 2002. A CPI também apurou que não foram aplicadas multas ao consórcio em função da demora no atendimento dos chamados para manutenção durante o período de garantia.A CGU concluiu que Batista, que também perderá o vínculo de técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ?absteve-se de realizar processo licitatório adequado, prestou informações privilegiadas a fornecedores que poderiam vir a participar de concorrência pública, recomendou autorização indevida para o restabelecimento do equilíbrio econômico de contrato administrativo e assinou termo aditivo que efetivou essa decisão?.O processo de Antonio Batista é o segundo concluído pela CGU dos três instaurados contra ex-diretores dos Correios no ano passado. Em setembro, a comissão de processo disciplinar decidiu pela rescisão do contrato com o ex-diretor de Tecnologia e Infra-Estrutura Eduardo Medeiros de Morais.Com Agência Brasil

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