Ex-diretor do Inca é acusado de favorecimento

A troca de acusações entre o Ministério da Saúde e o ex-coordenador do Centro de Medula Óssea do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Daniel Tabak, ganhou nesta quarta-feira mais um ingrediente. Auditoria feita pelo Ministério da Saúde aponta o hematologista como suspeito de favorecer o registro de pacientes particulares para realização de testes preparatórios para o transplante.O documento, com data de terça-feira, afirma que pacientes da clínica de Tabak, a Centron, teriam sido beneficiados com maior número de pedidos de registro para o exame. Um índice quatro vezes superior, quando comparado com o de pacientes do Inca.Os dados são referentes ao perído entre 2001 e janeiro de 2004. Em janeiro, Tabak pediu demissão do Centro de Medula Óssea por discordar do tratamento diferenciado a alguns pacientes. Em seu pedido de desligamento, ele cita dois pacientes beneficiados: um deles, a pedido do vice-presidente José Alencar e outro, a pedido do ministro da Saúde, Humberto Costa.Por causa das denúncias, uma sindicância e uma auditoria foram iniciadas. A sindicância determinou o afastamento de dois funcionários, a coordenadora do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, Iracema Salatiel e do coordenador do Sistema Nacional de Transplantes, Diogo Mendes.

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