Ex-diretor do banco nega cobrança em contrato

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, já condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro no processo do mensalão, contestou a acusação feita por Marcos Valério sobre a cobrança de "pedágio" nos contratos de publicidade do banco em favor do caixa do PT.

Agência Estado

12 de dezembro de 2012 | 09h45

"Com certeza é impossível ele ter feito uma proposta dessas. Não tem a mínima possibilidade", afirmou o advogado de Pizzolato, Marthius Lobato. O advogado disse não ter tido acesso à integra do depoimento e por isso não poderia fazer comentários sobre a acusação de Valério.

No julgamento do mensalão, no Supremo Tribunal Federal, a defesa de Pizzolato reclamou da pena de 12 anos e sete meses aplicadas ao ex-diretor do Banco do Brasil. Segundo o advogado, as penas foram exageradas em comparação com outros condenado e não correspondem ao conteúdo do processo. O Banco do Brasil, em nota, informou que prestou todas as informações solicitadas pelas autoridades competentes na investigação dos fatos, assim como realizou auditoria interna e encaminhou a conclusão ao Supremo Tribunal Federal. "Todas as agências de publicidade que atendem o Banco do Brasil são contratadas por licitação", destaca o texto.

O PT informou que se manifestaria apenas pela nota divulgada nesta terça-feira (11). Na nota, o presidente da legenda, Rui Falcão, não faz qualquer menção ao episódio e lamenta a divulgação do novo depoimento de Valério.

Por meio de sua assessoria, a Ogilvy Brasil disse desconhecer o assunto. O ex-presidente do Banco Popular do Brasil Ivan Guimarães não foi encontrado pela reportagem. O Estado também não conseguiu falar com representantes da D+ Comunicação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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