Ex-diretor diz que lista de Furnas é uma montagem

O ex-diretor de Operações de Furnas Dimas Toledo negou na CPI dos Correios, qualquer participação na elaboração da chamada lista de Furnas, que contém nomes de 156 políticos da oposição supostamente beneficiados com recursos da estatal na campanha de 2002. Dimas foi acusado pelo ex-deputado Roberto Jefferson de ser o operador do caixa 2 da estatal. Segundo Dimas, a lista é falsa, "é uma montagem". "Quero negar veementemente, qualquer participação nessa chamada lista de Furnas", afirmouPara ele, o objetivo da divulgação desse material foi o de "manchar pessoas e empresas". Dimas disse, , que jamais participou de esquema de distribuição de dinheiro para parlamentares.O líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), pediu a palavra no momento em que o ex-diretor de Furnas iniciaria seu depoimento. Virgílio desqualificou o lobista Nilton Monteiro, que seria responsável pela entrega à Polícia Federal e distribuição na internet da chamada Lista de Furnas, que teria assinatura de Dimas Toledo e menciona os nomes de 156 políticos, que teriam recebido dinheiro de um caixa dois da estatal.Segundo o senador tucano, há contra Monteiro uma série de acusações de falsificação de documentos, estelionato, corrupção ativa e falsidade ideológico e ele teria usado o nome do próprio para receber uma aposentadoria do INSS. A lista, cuja autenticidade não é comprovada, conteria os nomes da cúpula do PSDB.De acordo com o dossiê em poder da Polícia Federal, só em 2002 o esquema de Furnas teria beneficiado 156 candidatos a vários cargos do PSDB, PFL, PTB, PL e PP. Está na lista o nome do alto comando do PSDB, inclusive o hoje prefeito de São Paulo, José Serra, e o governador Geraldo Alckmin. Ambos já negaram ter recebido recursos do caixa 2 de Furnas e defenderam a investigação do caso.

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