Ex-diretor de RH do Senado é indiciado por corrupção

A Polícia Legislativa do Senado indiciou ontem o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado João Carlos Zoghbi pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção passiva. O inquérito sobre o caso será concluído no dia 28 de maio e enviado à Justiça Federal. O servidor, segundo reportagem da revista Época, é investigado pela suspeita de montar empresas para intermediar operações de crédito consignado para funcionários do Senado. Também foram indiciados Ricardo Nishimura Carneiro, Bianka Machado e Dias e o filho de Zoghbi, Marcelo Araújo. Uma das empresas estava em nome de uma ex-babá de Zoghbi - Maria Izabel, de 83 anos. Outra, em nome do filho, Marcelo Zoghbi. Em depoimento prestado à Polícia Legislativa, Marcelo havia dito que o pai não tinha conhecimento das atividades de suas empresas dentro do Senado.SILÊNCIOOntem, Zoghbi e sua mulher, Denise, prestaram um segundo depoimento à Polícia Legislativa. Depois de três horas de depoimento, o casal saiu tenso e não quis falar com a imprensa. O advogado que defende Zoghbi e a mulher, Antônio Carlos de Almeida Castro, informou que vai questionar o indiciamento, por considerá-lo desnecessário. Ele argumentou que o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado, conforme ele próprio ressaltou, não tem "nenhuma ligação com as empresas" envolvidas nas fraudes, a não ser o fato de uma delas ser comandada por seu filho."Houve, de fato, uma elevação da margem de empréstimos no período que ele (Zoghbi) ocupou o cargo, mas esse era um fato corriqueiro, de amplo conhecimento do Senado", observou Almeida Castro. O advogado avaliou, porém, que a Polícia Legislativa não cometeu abuso, uma vez que os fatos permitiam fazer leitura desfavorável sobre a atuação de seu cliente.

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