Ex-diretor da Petrobras volta para a PF no Paraná

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, chegou na manhã de quinta-feira à sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde já esteve preso, para cumprir nova determinação judicial proposta pelo Juiz Federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, com o objetivo de evitar uma possível fuga. O advogado do ex-diretor, Cássio Norberto, disse que irá recorrer da decisão. Costa foi detido no Rio de Janeiro na tarde de ontem e transferido para Curitiba na manhã de hoje.

JULIO CESAR LIMA, ESPECIAL PARA AE, Agência Estado

12 Junho 2014 | 15h05

Segundo o despacho de Moro, existem outras investigações em curso, paralelas às que desencadearam a Operação Lava Jato. "A prisão teve como motivos - além daqueles originários da prisão anteriormente decretada - o fato de ele ter ocultado da Justiça a existência de passaporte português e a descoberta de contas em bancos no exterior, com um montante de cerca de US$ 23 milhões em nome de offshores de sua responsabilidade. Além disso, também foram encontrados outros US$ 5 milhões em contas de familiares e terceiros. As informações foram obtidas por comunicação espontânea do Ministério Público da Suíça e, para o MPF, indicam a potencialidade de fuga de Costa para o exterior", justifica.

Para Norberto, a prisão de seu cliente é despropositada. "Consideramos a prisão despropositada e contra ela nós vamos nos manifestar oportunamente", disse. Sobre uma possível conta secreta na Suíça, o advogado nega a existência de qualquer conta. "Não há nada nesse sentido, consideramos a inexistência dessa conta, não há nada nesse sentido".

Para reforçar seus argumentos, Norberto conta que Costa tem cumprido todas as obrigações judiciais. "Paulo Roberto Costa cumpriu todas as determinações judiciais que lhe foram impostas, permaneceu em sua residência em todo o momento, exceto quando compareceu à Comissão Parlamentar de Inquérito, seu passaporte está retido junto ao Poder Judiciário, de forma que consideramos absolutamente legítima, mas inversamente desproporcionada a manutenção dessa decisão cautelar; fizemos um pedido de consideração ao doutor Sérgio Moro e vamos aguardar", finalizou.

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