Ex-diretor da Petrobrás cita mais quatro políticos em delação

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); o governador do Ceará, Cid Gomes (PROS); e os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ) também foram citados por Costa

CELIA FROUFE e DAIENE CARDOSO, O Estado de S. Paulo

13 de setembro de 2014 | 14h17

(Atualizado às 16h12) - Autoridades da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) investigam conexão entre dois escândalos: o mensalão e o "propinoduto", segundo a revista Época desta semana. Conforme a reportagem, além da questão financeira, há personagens comuns nos dois casos, como o ex-deputado federal José Janene (morto em 2010), o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da estatal petrolífera Paulo Roberto Costa.

A revista IstoÉ diz que mais quatro políticos foram citados nos depoimentos do ex-diretor Paulo Roberto Costa no acordo de delação premiada: o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); o governador do Ceará, Cid Gomes (PROS); e os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ). A revista não apresentou o conteúdo das declarações do ex-diretor.

Dornelles disse ao Estado que as doações de empresas à campanha do partido estão registradas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Cid Gomes disse não conhecer Costa e que nunca foi negociada a construção de uma minirrefinaria no Ceará. Por meio do Twitter, Cunha negou ter recebido doação de empresas envolvidas no esquema de pagamento de propina da Petrobrás.

De Campo Grande, Delcídio também argumentou por meio de nota que as doações a sua campanha foram feitas via diretório do partido e de forma legal. Para ele, o texto da revista serve "unicamente como tiro de festim para que candidatos desesperados utilizem contra adversários". "Não me resta outra alternativa senão tomar, imediatamente, todas as medidas jurídicas que o caso requer." 

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