Ex-deputado é preso por planejar matar desembargadora no AC

Roberto Nogueira Barros Filho teria planos de assassinar também o secretário de Estado da Polícia Civil; irmão do parlamentar denunciou o caso

Itaan Arruda, especial para O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2012 | 12h31

RIO BRANCO - O ex-deputado estadual Roberto Nogueira Barros Filho foi preso após ser acusado de planejar o assassinato da desembargadora Denise Bonfim, do secretário de Estado de Polícia Civil, Emylson Farias e de um juiz de Direito que não teve o nome divulgado. O autor da denúncia foi o irmão do acusado, o escrivão de polícia Gilson Nogueira Barros. O irmão do ex-parlamentar detalhou para a Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado como seria feita a execução.

 

Roberto Filho teria feito contato com um sobrinho dele e prometido a compra de uma casa em Manaus caso os assassinatos fossem executados. O delegado da  Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Decco), Nilton César Boscaro, afirma que o sobrinho confirmou a versão do denunciante. Em duas residências de Roberto Filho, que cumpria sentença em regime de condicional por incêndio criminoso, foram encontradas as armas que supostamente seriam usadas na execução dos crimes: um rifle calibre 22 e um revólver calibre 38.

 

Roberto Filho foi preso por porte ilegal de armas e por descumprimento de acordo do regime de liberdade condicional. A motivação para a morte da desembargadora e do secretário tem ligação com o fato de que foi Denise Bonfim (quando era juíza) quem mandou prender o ex-parlamentar por estar envolvido em incêndio da própria residência.

 

Já o secretário Emylson Farias, quando era delegado da Decco, liderou investigações que apontavam o envolvimento do ex-parlamentar no crime organizado no Acre.

 

 

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