Ex-deputado é preso em Curitiba por desvio de recursos

O ex-deputado estadual do Paraná e ex-vereador de Curitiba, Aparecido Custódio da Silva (PTB), foi preso no fim da tarde de ontem por policiais do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), da Promotoria de Investigações Criminais (PIC). O ex-deputado tinha prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça desde o início de setembro, acusado de peculato (apropriação ou desvio de recursos públicos por funcionário público, servindo-se do cargo) e concussão (extorsão cometida por funcionário público).Segundo as denúncias da Promotoria do Patrimônio Público, entre janeiro de 1993 e março de 2000, quando era vereador em Curitiba, Custódio apropriou-se indevidamente de R$ 1,59 milhão. Ele teria registrado funcionários "fantasmas" em seu gabinete e recebia mensalmente os salários. Além disso, antigos funcionários do gabinete denunciaram ao Ministério Público que o ex-vereador os obrigava a devolver parte dos seus vencimentos mensais. Ele responde ainda a outras três ações de improbidade administrativa e outra ação penal por desvio de recursos públicos. Ex-metalúrgico, Custódio ganhou projeção na militância sindical, conseguindo se eleger vereador em duas legislaturas. Ele renunciou em meio à segunda para ocupar a vaga de deputado estadual como suplente. Como ganhou imunidade parlamentar, as investigações ficaram prejudicadas. Quando o titular reassumiu o cargo, Custódio passou a se dedicar à campanha para deputado estadual e obteve 20.162 votos, insuficientes para elegê-lo. Os policiais esperaram passar as 48 horas posteriores à eleição para prendê-lo.A advogada do ex-deputado, Márcia Sbaraini, não foi encontrada em seu escritório hoje à tarde. Segundo as informações, ela estava tentando um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça para impedir que seu cliente fosse levado para a Prisão Provisória do Ahú. Ele estava no Centro de Triagem da Polícia Civil. Ao ser preso, Custódio disse que tem residência fixa e nunca deixou de se apresentar todas as vezes em que foi intimado pela Justiça. Ele atribui a ação a uma "perseguição política".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.