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Ex-comandante da PM assume candidatura a vereador pelo PSD em São Paulo

Camilo atendeu a apelo do prefeito Gilberto Kassab para se filiar ao partido para puxar 'voto de farda' nas eleições

Felipe Frazão, O Estado de S. Paulo

26 de abril de 2012 | 17h35

SÃO PAULO - O ex-comandante-geral da Polícia Militar em São Paulo, coronel Alvaro Batista Camilo, confirmou nesta quinta-feira, 26, que será candidato a vereador na capital paulista pelo PSD. É a primeira vez que o coronel Camilo, recém-aposentado da ativa na PM, assume a candidatura.

Camilo atendeu a apelo do prefeito Gilberto Kassab (PSD) para se filiar ao partido e deve ser o representante do prefeito para puxar o "voto de farda" nas eleições de outubro. Antes, em junho, a candidatura do coronel ainda precisará ser homologada na convenção do PSD.

"Já decidi sair pelo PSD se for aprovado na convenção, ou seja, pretendo sair a vereador por São Paulo nas próximas eleições", afirmou Camilo ao Estado.

À época em que pediu exoneração do comando-geral da PM, no início deste mês, a candidatura de Camilo era dada como certa por pessedistas.

Disputa. Além de Camilo, pelo menos mais um coronel da PM assumiu a candidatura à Câmara Municipal: Paulo Telhada, ex-comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), que deve representar o PSDB nas urnas. Populares entre os ex-comandados, ambos devem dividir os votos da corporação.

Aproximadamente 30 mil policiais militares trabalham em São Paulo, lotados nos batalhões de Choque, no Comando de Policiamento da Capital e nos destacamentos de patrulhamento rodoviário e de trânsito. Todos podem participar da Operação Delegada, convênio firmado pelo secretaria estadual da Segurança Pública com a Prefeitura para que os militares trabalhassem nos horários de folga para o Município - recebendo salário extra.

A Delegada logo ganhou o apelido de bico oficial, porque autorizou os policiais a trabalharem fora do expediente da PM para terceiros (no caso a Prefeitura) - o que é proibido. O convênio, assinado quando Camilo ocupava o posto de comandante-geral, em novembro de 2009, agradou a tropa. O motivo é que os policiais passaram a poder complementar a renda mensal de forma regularizada, trabalhando fardado e com equipamentos da corporação.

Durante a gestão Kassab, Camilo atuou como conselheiro do prefeito, indicando coronéis da reserva para comandar as subprefeituras. Já são 30 subprefeitos no posto, de 31 ao todo.

Kassab chegou a pensar em dar a Camilo um cargo de chefia na administração, mas apoia a candidatura dele a vereador.

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