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Ex-colaborador de Cachoeira é preso no DF

Arnaldo Rúbio Junior é acusado de ser o maior fornecedor de máquinas de jogo na região

Agência Brasil

14 de setembro de 2012 | 17h46

BRASÍLIA - A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta sexta-feira, 14, em Goiânia, o bicheiro Arnaldo Rúbio Junior, ex-colaborador do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, durante a segunda etapa da Operação Jackpot. Segundo a Polícia Civil, Junior é o principal fornecedor de máquinas caça-níquel para cassinos clandestinos instalados no DF.

 

Durante a prisão, foram apreendidos vários cheques, agendas com nomes de clientes e fornecedores, além de vales que eram dados a clientes dos cassinos quando esses não tinham mais dinheiro. De acordo com o delegado adjunto da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco), Fernando Cocito, depois da prisão de Cachoeira, em fevereiro, Arnaldo Rúbio Junior se tornou o maior operador de jogos ilegais de Goiás.

 

"A Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, havia deixado claro que Arnaldo já disputava território com Carlinhos Cachoeira. Com a prisão de Cachoeira, ele ficou livre para expandir seus negócios", disse Cocito. "Há dois anos, Arnaldo prestava conta com grupo de Cachoeira, mas com a prisão do líder ele continuou no negócio sozinho", acrescentou.

 

O delegado informou que, ao ser preso, Arnaldo disse que disputa o mercado de jogos de azar em Goiás com parentes de Carlinhos Cachoeira. Cocito acredita que, apesar de preso, Cachoeira mantém o comando de vários pontos de jogos ilegais no estado.

 

Ainda segundo o delegado, depois da prisão de várias pessoas ligadas a Cachoeira durante a primeira etapa da Jackpot, no mês passado, foram obtidas informações que levaram a Polícia até Arnaldo Junior. Segundo as investigações, ele era o responsável por enviar e fazer a manutenção de máquinas caça-níquel na capital federal. Para viabilizar o jogo clandestino no DF, Arnaldo Junior também financiava a abertura de cassinos.

 

"Para que o sujeito abrisse uma casa de jogos aqui no DF, ela recebia dos contraventores, pelo menos, R$ 10 mil. Esse era o valor para abertura do cassino, além de todo o material, que era trazido em grandes caminhões para cá", disse Cocito. De acordo com ele, em apenas cinco dias de funcionamento dessas casas, a organização conseguia recuperar o investimento feito. 

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