Ex-colaborador de Alckmin assume secretaria de Kassab

Promotor Paulo Sérgio Oliveira e Costa já foi presidente da Febem na gestão do ex-governador Alckmin (PSDB)

Carolina Freitas e Elizabeth Lopes, Agencia Estado

04 de abril de 2008 | 17h46

Em meio à disputa pela sucessão municipal de outubro deste ano em São Paulo, que até o momento tem colocado em lados opostos tucanos e democratas, o prefeito da Capital, Gilberto Kassab (DEM), passa a contar, a partir desta sexta-feira, 4, com mais um secretário ligado aos tucanos, o promotor Paulo Sérgio Oliveira e Costa, que já foi presidente da Febem (de janeiro de 2003 a janeiro de 2004), na gestão do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).   O promotor Costa assume a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura em substituição a Floriano Pesaro, que depois de três anos no cargo - assumiu na gestão de José Serra - decidiu disputar uma vaga de vereador na Câmara Municipal de São Paulo, nas eleições deste ano. Pesaro, que é filiado ao PSDB, também atuou no governo Geraldo Alckmin, na Secretaria da Casa Civil. No discurso de despedida, Pesaro disse que deixava a secretaria, mas não iria abandonar a luta por uma cidade mais participativa.   A sintonia demonstrada entre democratas e tucanos na administração da maior prefeitura do País não é a mesma registrada nos bastidores da corrida sucessória municipal de outubro deste ano. Na semana que vem, o presidente do DEM, Rodrigo Maia, chega à Capital para uma conversa com o presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo. E até o final deste mês, Alckmin e Kassab também terão um novo encontro para discutir as eleições à Prefeitura.   A militância tucana tem pressionado a direção da legenda em São Paulo para que formalize até o final deste mês a candidatura Alckmin. Os tucanos estão preocupados com a ofensiva da ministra do Turismo, Marta Suplicy, que deverá ter sua candidatura à Prefeitura anunciada em breve. Ontem, em reunião com diretórios tucanos da Zona Leste, o presidente municipal do PSDB foi mais uma vez cobrado para que a legenda anuncie logo seu candidato.   Na reunião com os diretórios da Zona Leste, Lobo falou que a candidatura própria (de Alckmin) está colocada, mas disse que era preciso esgotar as possibilidades de uma aliança com os democratas. Lobo confirmou o encontro que terá na próxima semana com o presidente do DEM, Rodrigo Maia, e pediu calma aos militantes, alegando que 15 dias a mais não fariam diferença, já que está em jogo a união de partidos que têm um objetivo comum, derrotar o PT nessas eleições municipais. No PSDB, a expectativa é de que até o final de abril o assunto esteja definido.   Brincadeiras   Já ressabiado de responder a perguntas de jornalistas sobre sua possível candidatura às eleições municipais deste ano, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), tornou hábito começar as entrevistas coletivas com uma brincadeira. Basta que algum repórter peça um minuto antes de começar a entrevista, para ajustar um equipamento, que Kassab ameaça: "Enquanto ele se apronta, vamos conversar sobre as eleições". Em seguida, solta uma risada, dá o assunto por encerrado e sai pela tangente em perguntas sobre o assunto.   Na coletiva para anunciar as medidas de restrição a circulação de caminhões, nesta sexta-feira, 4, no Parque do Anhembi, zona norte da cidade, não foi diferente. Questionado sobre a possibilidade de desistir da candidatura à Prefeitura para concorrer ao Senado Federal em 2010, Kassab rebateu: "Não chegou o momento das reflexões ou das definições. Tenho agora me dedicado às responsabilidades do cargo de prefeito."   Reiterou, no entanto, o desejo de concorrer à Prefeitura, em uma coligação com o PSDB, de Geraldo Alckmin - que também quer sair candidato. "Vou me esforçar para mantermos a aliança em São Paulo", disse. "Ficarei muito feliz se tiver a oportunidade de continuar prefeito, mas não farei dessa vontade pessoal um imperativo para minha decisão."

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