Ex-chefe de gabinete de Roseana é a nova diretora de RH

Dóris Peixoto entra no lugar de Ralph Siqueira, demitido por Sarney; diretor-geral também foi tirado do cargo

Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo,

23 de junho de 2009 | 15h45

O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), anunciou nesta terça-feira, 23, que

Haroldo Tajra irá substituir provisoriamente Alexandre Gazineo no cargo de diretor-geral do Senado. Ele informou também que Dóris Peixoto será a nova diretora de Recursos Humanos no lugar de Ralph Siqueira. Dóris é ligada à família Sarney e foi chefe de gabinete de Roseana Sarney.

 

Pouco antes, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), anunciou a demissão de Gazineo e Siqueira. Os dois diretores são suspeitos de participação no esquema de edição de atos secretos no Senado para nomeações ou para criação de cargos e privilégios.

 

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"Pedi aos líderes um prazo de 90 dias para que sejam propostas as mudanças no regimento. A ideia é que eles (Tágera e Dóris) fiquem no cargo durante esse período. Se eles derem certo, podem continuar ou não (no cargo)", disse o senador Heráclito Fortes.

 

Ex-diretor adjunto desde 1995, Gazineo substituiu Agaciel Maia, em março último, mas sua situação ficou difícil depois de constatado que ele assinou a maior parte dos atos secretos. O servidor afirma que não participava nem da elaboração nem do encaminhamento dessas medidas sigilosas, que terminavam sendo engavetadas por Agaciel e pelo ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi. Os dois serão investigados na sindicância aberta por Sarney. Mas sua defesa não amenizou as pressões contra sua permanência no comando da máquina.

 

As demissões são medidas para conter a crise que atinge a Casa, mais recentemente marcada pela descoberta dos atos secretos, usados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários, revelados pelo Estado.

 

A investigação em cima das centenas de atos secretos do Senado descobriu um
submundo de duas categorias de decisões sob sigilo, como se existissem atos
“top secret” e outros classificados oficiosamente como secretos.  A primeira
ficou sob a guarda do ex-diretor-geral Agaciel Maia. E a outra nas mãos de
João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos. 
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