Ex-chefe de gabinete de Agnelo vai falar, diz deputado

O vice-presidente da CPI do Cachoeira, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), afirmou na manhã desta quinta-feira, que Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), está disposto a falar, mesmo tendo obtido um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) que lhe garante direito de permanecer em silêncio. Nesta quinta-feira, além de Monteiro, Marcello Lopes, ex-assessor da Casa Militar do DF, e João Carlos Feitoza, ex-subsecretário de Esportes da capital, podem se recusar a responder a perguntas que o incriminem.

RICARDO BRITO, Agência Estado

28 de junho de 2012 | 11h29

Desde o início da investigação parlamentar, a comissão convencionou dispensar os depoentes que tenham obtido habeas corpus sem fazer questionamentos. Parlamentares, contudo, querem mudar o rito, para que possam fazer perguntas aos depoentes. O presidente interino da CPI, porém, sinalizou que não deve colocar em votação a mudança no procedimento da comissão. A decisão sobre o assunto ficaria para a semana que vem.

Monteiro é citado em escutas telefônicas como suposto facilitador do esquema de Cachoeira no DF. Em entrevista à Agência Estado na semana passada, o advogado dele, Sandro Rogério Monteiro, negou todas as acusações feitas contra seu cliente e, mesmo com o habeas corpus obtido semana passada do ministro Cezar Peluso, disse que ele estava interessado em esclarecer a participação dele no caso.

O ex-chefe de gabinete pediu demissão do cargo no dia 10 de abril, depois que viera a público grampos da Polícia Federal em que o araponga Idalberto Matias, o Dadá, pede ao ex-diretor da Delta Construções Cláudio Abreu que pague ao ex-chefe de gabinete propina para indicar uma pessoa do grupo para o cargo de diretor do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), estatal que cuida do lixo na capital. A Delta é detentora do contrato. A PF afirmou ainda que Monteiro teria recebido um aparelho Nextel do grupo de Cachoeira.

Por sua vez, Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, teria conseguido a nomeação de um aliado de Cachoeira no Serviço de Limpeza Urbana da capital. Ele conseguiu um habeas corpus ontem da ministra Cármen Lúcia.

O último convocado a depor é o ex-subsecretário João Carlos Feitoza, suspeito de receber dinheiro do grupo de Cachoeira. Foi o ministro Marco Aurélio Mello que lhe concedeu ontem o salvo conduto.

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