Ex-chefão do cartel de Medellín pega 30 anos de cadeia

Fabio Ochoa, que já foi o temido chefe do cartel de Medellín, terá de enfrentar 30 anos e cinco meses de prisão nos EUA por voltar ao narcotráfico, depois de ter sido anistiado na Colômbia. Esta é a sentença definitiva do juiz, depois de um julgamento em que as acusações da promotoria levavam à possibilidade de prisão perpétua, enquanto os advogados de defesa afirmavam que uma pena maior de que 12 anos violaria as condições de sua extradição para os EUA, em 1999.Ele é uma das mais importantes figuras do narcotráfico da Colômbia levado a uma corte de justiça americana. O traficante, entretanto, não poderia ser processado por crimes cometidos antes de a Colômbia e Estados Unidos terem reatado seu tratado de estradição, em 1997.?Isto mostra má-intenção do governo americano?, disse o advogado Roy Black. ?O governo americano, apesar de sua arrogância, devia respeitar acordos internacionais, devia cumprir as promessas que fez ao governo da Colômbia.?Ochoa, que na década de 80, ajudou a transformar o comércio de cocaína em um negócio multimilionário e bem organizado, foi parar na prisão por participar de uma rede de narcotraficantes que contrabandeou para os Estados Unidos cerca de 30 toneladas de cocaína entre 1997 e 1999.Seus advogados sustentaram que, ainda que Ochoa tivesse tido ligações com a rede de tráfico integrada por abastecedores colombianos e distribuidores mexicanos, abandonou o contrabando de drogas em 1990. Apesar disso, o traficante colombiano, de 46 anos, foi declarado culpado em maio deste ano de participar de uma rede de narcotráfico controlada por um dos seus ex-sócios na Colômbia, onde já cumprira uma pena de cinco anos. Entre as evidências contra Ochoa, incluem-se testemunhos de outro traficante, Alejandro Bernal, e vídeos e gravações, obtidos pela polícia, de reuniões em seu escritório, em Bogotá, que a promotoria batizou de ?o supermercado do narcotráfico?.Ochoa ?foi uma das quatro ou cinco pessoas que realmente mudaram o mundo do narcotráfico?, disse o promotor, no decorrer do julgamento. Depois de sua prisão, o traficante disse que foi ?idiota? de retornar ao tráfico e mandou pregar cartazes, em Bogotá e Medellín, dizendo ?Ontem, cometi um erro. Hoje, sou inocente?.

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