Ex-assessor da Casa Civil e mãe deixam PF sem depor

O ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República Vinicius Castro e sua mãe, Sônia Castro, se recusaram hoje a prestar informações à Polícia Federal (PF), de onde saíram por volta das 15h50 depois de terem sido intimados a depor sobre a suspeita de envolvimento de ambos no esquema de cobrança de propina nos contratos de governo, supostamente para fazer caixa de campanha. O escândalo derrubou a ministra da pasta, Erenice Guerra.

ROSA COSTA, Agência Estado

29 de setembro de 2010 | 16h10

Advogado de Vinicius e Sônia, Emiliano Queiroz disse que os orientou a permanecer em silêncio. Segundo ele, trata-se de uma estratégia para aguardar o avanço do inquérito "para conhecer um pouco mais" das investigações e, dessa forma, evitar que as declarações possam vir a ser distorcidas".

O advogado acredita que, antes, é preciso saber a motivação das pessoas que estariam abastecendo a imprensa, em especial a revista Veja, de informações. "Portanto, nesse momento, o melhor para a defesa deles é esperar desenhar o cenário com as conclusões do inquérito ou pelo menos avançar um pouco mais nas investigações, porque os fatos, ainda que dita a verdade, poderão ser distorcidos. E é isso o que a gente quer evitar, a distorção da verdade", afirmou.

Reportagem da revista Veja aponta Vinícius como beneficiário de uma propina de R$ 200 mil numa operação de compra, pelo governo, de remédio contra a influenza A (H1N1), a chamada gripe suína. Teriam sido adquiridos mais medicamentos que o necessário, no valor de R$ 34,7 milhões. Em nota, o Ministério da Saúde contestou as informações, alegando que "a Casa Civil não teve interferência neste processo".

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