Ex-assessor da Casa Civil acusado de estupro é preso no Paraná

Justiça havia pedido prisão preventiva de Eduardo Gaievski; ministra diz 'jamais ter compactuado com crimes'

Circe Bonatelli - Agência Estado

31 de agosto de 2013 | 12h53

Atualizado às 18 horas. SÃO PAULO - O ex-assessor especial da Casa Civil da Presidência da República Eduardo Gaievski foi preso na madrugada deste sábado em Foz do Iguaçu, no Paraná, e está sendo levado para Curitiba, de acordo com informações da Polícia Civil do Estado. A Justiça havia pedido a prisão preventiva de Gaievski, que é acusado de abuso sexual de menores. Há uma semana, ele pediu o afastamento do cargo no governo federal até que as denúncias fossem apuradas.

Segundo informações publicadas pelo site da revista Veja, depoimentos de menores em um processo, que corre em segredo de Justiça, acusam o servidor de levar vítimas de até 13 anos a um motel. Segundo a revista, há relatos de ameaças e exigência de sexo em troca de empregos na prefeitura.

Gaievski negou as acusações em entrevista à Veja e disse que iria provar sua inocência. Ele atribuiu a denúncia a uma retaliação de promotores do Estado, por sua atuação contra integrantes do Ministério Público.

A Casa Civil divulgou nota na qual a ministra Gleisi Hoffmann "lamenta profundamente a situação" que envolve o ex-assessor Eduardo Gaievski, que trabalhou no ministério entre janeiro e agosto deste ano. "Tenho uma história de vida, não só política, em defesa da mulher e seus direitos, mas também de crianças e adolescentes. As acusações imputadas a Eduardo Gaievski são da mais alta gravidade e têm de ser apuradas levando-se às últimas consequências. Jamais compactuei ou compactuarei com crimes, ignorando-os ou acobertando-os", diz a ministra.

De acordo com a nota, Gaievski, que também é ex-prefeito de Realeza (PR), foi afastado imediatamente das funções na Casa Civil em 23 de agosto, dia em que a ministra foi informada da prisão preventiva e das acusações. O ministério lembra ainda que ele foi contratado para trabalhar na Casa Civil para acompanhar e monitorar alguns programas do governo federal executados em parceria com municípios. "A contratação considerou a avaliação dele à frente da prefeitura de Realeza. Foi reeleito por 87% da população e teve aprovação elevada na política de saúde", diz a nota.

A Casa Civil informa ainda que, para a contratação, foram realizadas todas as pesquisas que se faz para ocupação de cargo de confiança na administração pública federal. "Em nenhum momento, durante o processo de contratação, foi encontrada qualquer indicação sobre as acusações que hoje surgem contra Eduardo Gaievski e que levaram à sua prisão na manhã deste sábado."

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