''Evitei aplauso fácil'', diz senador que livrou aliado

Depois de arquivar sumariamente as últimas sete denúncias de quebra de decoro parlamentar contra o senador José Sarney (PMDB-AP), o presidente do Conselho de Ética do Senado, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), aproveitou ontem o Dias dos Pais com os dois filhos e os quatro netos no Rio sem dramas de consciência. Em Brasília, Sarney foi a uma missa no Lago Sul.Duque se declarou certo de que, como um magistrado, acertou ao recusar os processos contra Sarney sem se deixar pressionar pelo clamor popular diante de evidências de nepotismo e tráfico de influência. "Não perdi o sono. Senti-me feliz por ter feito aquilo, porque a pressão era muito grande para que fizesse o contrário. Preferi agir mais com a minha consciência do que fazer com aplauso fácil", afirmou. O senador garantiu ter recorrido apenas a uma "análise jurídica" das representações ao decidir arquivá-las por falta de fundamentos."Não fujo da minha responsabilidade. Seria um mau juiz se fizesse isso. Não estou preocupado com o que podem falar."

Alexandre Rodrigues, RIO, O Estadao de S.Paulo

10 de agosto de 2009 | 00h00

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