Evitando expor racha, PMDB não abrirá espaço para discurso na reunião que aprovará desembarque

Ideia da direção do PMDB é aprovar a moção pelo rompimento da aliança com o governo Dilma em votação simbólica 'rápida'; não haverá prazo para ministros peemedebistas deixarem o cargo

Igor Gadelha e Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2016 | 13h31

Brasília – A direção do PMDB não deverá abrir espaço para discursos durante a reunião do Diretório Nacional do partido marcada para a tarde desta terça-feira, 29. Na ocasião, o desembarque da legenda do governo Dilma Rousseff deverá ser aprovado por aclamação – ou seja, sem votação nominal.

Inicialmente, o 1º vice-presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RO), que presidirá a reunião, pretendia ceder espaço para discursos a favor e contra o desembarque. Após o acordo entre as duas alas do partido que decidiu que o rompimento será aprovado por aclamação, Jucá desistiu da ideia.

Ao não abrir espaço para peemedebistas discursarem, o partido tenta não evidenciar as divergências internas que existem sobre o assunto. Por isso, a ideia da direção do PMDB é aprovar a moção pelo desembarque por meio de uma votação simbólica "rápida".

Outro ponto acordado para evitar as divergências foi a promessa de não incluir na moção pelo desembarque prazo para os ministros do PMDB deixarem o governo. Até então, havia expectativa de que a moção estabelecesse 12 de abril como prazo.

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