Evento debate combate à aids nas grandes cidades

Representantes de grandes metrópoles de diversos continentes estarão em São Paulo para o seminário ?São Paulo discute aids nas grandes cidades?, evento patrocinado pela Unaids, órgão das Nações Unidas de combate à doença, idealizado e organizado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.De 17 a 20 de fevereiro, no Centro de Convenções Pompéia, Pequim (China), Bombaim (Índia), Cidade do México (México), Buenos Aires (Argentina), Lagos (Nigéria), Johannesburgo (África do Sul), Bangcoc (Tailândia), Nova York (EUA), Moscou (Rússia), São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte apresentarão as experiências em relação às doenças sexualmente transmissíveis (DST) e aids. Segundo o coordenador da área temática de DST/aids da Secretaria Municipal da Saúde paulistana, Fábio Mesquita, as experiências apresentadas pelas cidades e as discussões da reunião resultarão em um livro. ?A Unaids dará apoio para o lançamento dessa publicação em julho, na Conferência Mundial de Aids, em Barcelona (Espanha)?, disse. ?A idéia é criar uma rede agrupando essas cidades para estabelecer um fórum permanente. Também queremos que esse evento tenha uma periodicidade, com discussões envolvendo mais cidades de outras dimensões?.Segundo Mesquita, o evento será muito útil para São Paulo. ?Estamos há um ano estabelecendo políticas públicas para DST e aids e agora será um momento de reflexão sobre o que já fizemos e para aprender coisas novas com as outras cidades?, afirma. ?O evento surgiu da nossa necessidade de enfrentar a epidemia de aids. O Brasil tem uma política nacional, mas não tinha para uma cidade do porte de São Paulo?.Ele disse que o governo estadual tem algumas iniciativas, mas que ele está ocupando o papel de gestor que é da Prefeitura, e que não era executado pelas administrações anteriores, por conta do sistema de privatização em cooperativas. As cidades participantes foram escolhidas de acordo com a localização geográfica, pois os organizadores queriam cidades que representassem diversos continentes. ?Também buscamos as cidades dos países em desenvolvimento, para pegar realidades mais próximas?, diz. As experiências dos municípios também foram usadas como critério para inclusão. Devem comparecer ao evento 400 pessoas, entre gestores nacionais e estrangeiros de programas envolvendo DST/aids, profissionais da saúde, organizações não governamentais, empresas com programas para pacientes com DST/aids, professores e alunos de universidades.

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