Europeus não fazem objeção aos trangênicos brasileiros

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, José Amauri Dimarzio, afirmou hoje que, em conversas que teve com representantes do governo europeu, eles manifestaram-se favoráveis aos alimentos geneticamente modificados. Dimarzio cumpre, nesta semana, agenda de trabalho na França e falou a jornalistas brasileiros pelo sistema viva-voz . ?Uma prova de que não há resistência à transgenia é que na França está liberando o plantio de milho Bt e o consumo de outras variedades de milho e de soja transgênica?, afirmou. Ele destacou, no entanto, que os consumidores europeus, influenciados por grupos contrários à transgenia, ainda têm certa resistência aos alimentos geneticamente modificados. ?Mas eles acreditam que, com mais esclarecimento sobre o assunto, os consumidores aceitarão os alimentos transgênicos?, afirmou. ?Eu deixei claro que essa é uma situação de mercado. Se os europeus estiverem dispostos a pagar 10% a 12% a mais pela soja, eles encontrarão muitos fornecedores de produto convencional. O problema é que os consumidores não querem pagar mais?, completou. Em julho, a União Européia adotou novas normas de rotulagem para grãos geneticamente modificados. Alimentos com mais de 0,9% de transgenia deverão ser rotulados. Entre outros compromissos, Dimarzio esteve com representantes da Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Alimentos, com os integrantes da Assembléia das Câmaras de Agricultura e com conselheiros técnicos do Ministro para Assuntos Comunitários e Internacionais. Ele estará de volta a Brasília na segunda-feira, dia 8.

Agencia Estado,

02 Outubro 2003 | 15h02

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