Europa revê patente para evitar clonagem

O Escritório Europeu de Patentes impôs restrições a uma patente de clonagem concedida em 1999, para a Universidade de Edimburgo, para evitar que a técnica seja usada para clonagem humana. O pedido de revisão foi feito pelos governos da Holanda, Itália e Alemanha e pelo Greenpeace, entre outros. A patente foi concedida para permitir a pesquisa sobre meios de substituir tecidos humanos doentes, como no caso de portadores do mal de Parkinson, e, segundo o escritório, "jamais incluiu a clonagem de seres humanos ou animais". O problema é que a aprovação despertou a preocupação de que o texto fosse mal-interpretado. A patente, chamada de "isolamento, seleção e propagação de células-tronco animais transgênicas", diz respeito a um método de engenharia genética para isolar células-tronco, incluindo células de tecido embrionário, em cultura. Células-tronco são células capazes de se diferenciar, isto é, se especializar, e se transformar em vários tipos de tecidos. Os opositores da patentes temiam que a expressão "células animais" pudesse ser interpretada como algo extensivo a seres humanos, abrindo caminho para a manipulação genética de células embrionárias humanas. Houve objeções também à possibilidade de a patente ser usada para cruzar animais diferentes, como cavalos com porcos. A decisão deve limitar a pesquisa com embriões, já que não haverá patente para uso de células-tronco embrionárias. "Com a determinação de hoje, pusemos um ponto final na exploração comercial das células-tronco obtidas de embriões", afirmou Christof Keussen, advogado de patentes do governo alemão.

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