Eunício ser dono da empresa não muda investigação, diz Bastos

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, não quis comentar a informação de que a empresa Confederal, de propriedade do ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, estaria sendo investigada pela "Operação Sentinela" da Polícia Federal que hoje já prendeu pelo menos 10 pessoas, entre funcionários da empresa e do Tribunal de Contas da União (TCU), órgão auxiliar do Poder Legislativo. O ministro afirmou que o fato de a empresa pertencer a Eunício em nada altera os rumos da investigação. "O ministro Eunício de Oliveira merece todo o nosso apreço, respeito e consideração", disse. "As apurações são feitas de forma impessoal e republicana, como a PF vem trabalhando, seguindo um planejamento, e com inteligência e informações". Segundo Bastos, a ação de hoje faz parte de um planejamento adotado desde os primeiros dias do governo Lula, e tem dado ótimos resultados. "A PF tem vida própria, nós temos um grande diretor-geral, e está sendo feito um trabalho que enche de orgulho a todos os brasileiros", afirmou o ministro, reiterando que o objetivo da Operação Sentinela é apurar fraudes em licitações.O ministro fez uma visita ao presidente do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), para lhe fazer um relato da operação. Bastos agradeceu a cooperação do presidente e de todos os ministros do TCU, que deram apoio à realização da operação. Segundo Bastos, a idéia de investigar denúncias de corrupção surgiu "de uma comunicação feita pela Secretaria de Direito Econômico e aparentemente está localizada" (não atingido outros setores).

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