EUA vão retomar rodada de Doha em um mês, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, disse nesta segunda-feira, 2, que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, informou que nos próximos 30 dias deverá fechar um acordo com a Organização Mundial de Comércio (OMC) para continuar a rodada de Doha. O presidente Bush, segundo Lula, "está disposto a fazer o acordo". Lula afirmou que ainda deverá telefonar esta semana para o primeiro-ministro da Inglaterra, Tony Blair, e para a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, para conversar um pouco sobre o resultado da conversa que teve com o presidente Bush, e preparar a União Européia, assim como os países do G-20. "Se fizermos o acordo na Rodada de Doha, eu penso que nós estaremos dando um avanço extraordinário para que o mundo mais pobre possa ter uma oportunidade no século 21", disse Lula.O presidente explicou ainda que sua visita a Washington faz parte de "uma quase continuidade da visita que o presidente Bush fez ao Brasil". Lula disse que "depois de fazermos uma boa política com a América do Sul, com a América Latina, com a África, com a Ásia e com a União Européia, nós agora estamos estreitando os laços com os Estados Unidos, sobretudo na área de biocombustíveis, que é uma coisa que eu penso que nos próximos 15 ou 20 anos vai mudar um pouco a história da humanidade no que diz respeito à questão de combustíveis".Segundo Lula, é na área de biocombustíveis que "o Brasil tem tecnologia, tem sabedoria, tem conhecimento". "Nós, obviamente, precisamos fazer parcerias com países que têm grandes investimentos em pesquisas, como os Estados Unidos. Nós estamos trabalhando com o Japão, nós estamos trabalhando com a União Européia".O presidente explicou que sentiu muita vontade por parte dos americanos em relação aos programas de etanol e biodiesel. "Eu acho que essa parceria estratégica com os Estados Unidos combina perfeitamente bem com o grau de desenvolvimento que o Brasil quer ter e também combina com uma nova inserção mais forte, mais respeitosa, que o Brasil tem nesse mundo globalizado", afirmou.Este texto foi alterado às 16h30.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.