EUA sugerem que Brasil apóie luta contra narcotráfico na Colômbia

O secretário-adjunto do Departamento de Estado americano para a América Latina, Otto Reich, insinuou nesta terça-feira que o Brasil deveria apoiar as iniciativas do governo americano de combate à guerrilha e ao narcotráfico na Colômbia.Após encontro com o general Alberto Cardoso, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Reich afirmou que, em vez de se preocupar com o Plano Colômbia, os países deveriam se ater às ameaças de disseminação dessas atividades na região.?Se os países se preocupam com os efeitos de um contágio do Plano Colômbia, deveriam antes se preocupar mais com os riscos de não parar os narcotraficantes e a guerrilha dentro das fronteiras da Colômbia?, afirmou. ?Se esses grupos conseguirem controlar grande parte da Colômbia, não há dúvidas de que levariam seus empreendimentos a outros países. Eles não reconhecem fronteiras?, completou.O governo brasileiro, entretanto, ainda mantém seu princípio de que o combate às atividades ilegais na Colômbia é um assunto interno, que compete apenas ao governo e à sociedade colombiana. O País chegou a reforçar o patrulhamento militar da região de fronteira, diante de ameaças de possíveis deslocamentos de guerrilheiros ou de narcotraficantes para o território brasileiro.Mas nunca endossou a ação dos Estados Unidos, que investiram no aparelhamento das forças colombianas e deram suporte técnico. Reich ressaltou que a ameaça à democracia na Colômbia, pela existência desses grupos narcotraficantes e pela guerrilha, é igualmente um risco para todo o hemisfério. Por conta disso, em sua avaliação, a Colômbia mereceria o apoio de todos os países da região.Ele destacou que, do ponto de vista dos Estados Unidos, trata-se de um país estratégico por causa de sua localização geográfica. A Colômbia é um país amazônico e, ao mesmo tempo, andino, com fronteira com a América Central e saída para dois oceanos, o Atlântico e o Pacífico.Conforme mencionou, a questão da democracia nas Américas e das ?ameaças comuns? fez parte das conversas com o general brasileiro. Reich, entretanto, não quis dar mais detalhes. Apenas destacou que os Estados Unidos contam com excelente cooperação do Brasil no combate ao narcotráfico.

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