EUA proíbem e Itália é rígida com greve de controladores

A desmilitarização do controle aéreo exigiu que países como a Itália regulamentassem o direito de greve nos serviços essenciais. Ao contrário dos Estados Unidos, onde os trabalhadores do setor são proibidos pelo contrato de trabalho de fazer greve, na Itália as paralisações são legais, mas devem obedecer a normas rígidas. Essa foi a saída para impedir que passageiros fossem pegos de surpresa, provocando caos e prejuízos.A lei italiana estabelece que os sindicatos devem avisar com dez dias de antecedência a empresa responsável pelo controle de vôo sobre a decisão de entrar em greve. Caso não haja acordo, cinco dias antes, a empresa informa o público. Os telejornais devem dar o aviso constantemente. A paralisação não pode ser por tempo indeterminado. Deve-se estipular a hora em que ela vai começar e a hora em que terminará. O objetivo da medida é permitir que as pessoas possam evitar o transtorno. Os controladores são proibidos ainda de fazer greve na véspera de feriados importantes, como Natal, e em períodos de férias, como agosto, e devem garantir o funcionamento de setores indispensáveis.A lei italiana só dispensa os sindicatos do pré-aviso à população nos casos de ?defesa da ordem institucional? ou ?por graves eventos lesivos à incolumidade ou segurança dos trabalhadores?. A greve não pode durar nunca mais de dois dias e só pode ser retomada após uma semana. Não há pena de prisão para quem faz greve ilegal, mas a Justiça aplica multas aos infratores. No caso americano, além de multa, os líderes da greve podem ir para a cadeia.Assim como no Brasil, a Itália possuía um sistema integrado de controle de vôo dirigido pela Aeronáutica. Em 1979 um grupo de praças da Associação dos Suboficiais Democráticos entrou em greve, o que levou à desmilitarização, concluída em 1981.

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