EUA poderão auxiliar no combate ao trabalho infantil

Os Estados Unidos poderão oferecer recursos governamentais para combater o trabalho infantil no Brasil. A informação é do ministro do Trabalho, Jacques Wagner, que hoje chegou a Genebra para uma reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT).Segundo ele, se as negociações entre Brasília e Washington avançarem sobre o tema nos próximos dias, existe a possibilidade de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já anuncie algum tipo de parceira com a Casa Branca quando estiver em Washington, no próximo dia 20, para visitar o presidente George W. Bush. "Eles (norte-americanos) estão preocupados e querem ser parceiros na questão do combate ao trabalho infantil e na questão do trabalho em condições degradantes", afirma Wagner, que aponta que a Casa Branca teria dado indicações ao governo de que estaria disposta a dar recursos a fundo perdido para melhorar a situação do trabalho no País. Nesta semana, em Genebra, os responsáveis pela pasta do Trabalho dos governos do Brasil e dos Estados Unidos iniciarão uma negociação para acertar de que forma Casa Branca vai participar dos programas do governo brasileiro. "Vou saber exatamente como será a parceria depois da reunião que terei com os representantes americanos, na próxima quarta-feira", explicou Wagner. Se de fato os dois governos conseguirem um acordo para o estabelecimento de uma parceria contra o trabalho infantil no Brasil, seria a primeira vez que o tema deixaria de ser um problema na relação bilateral para se tornar um elemento de cooperação. Durante a presidência de Bill Clinton, a Casa Branca insistia em incluir cláusulas trabalhistas em acordos comerciais, o que criariabarreiras aos produtos de países onde fosse verificado casos de trabalho infantil. O ministro Wagner disse que aproveitará a reunião de quarta-feira com a secretária do Trabalho dos Estados Unidos, Elaine Chao, para propôr que Washington também avalie uma contribuição ao programa Primeiro Emprego. A iniciativa do governo é a de dar benefícios financeiros a empresas para que abram postos de trabalho para jovens. Segundo Wagner, as contribuições dos Estados Unidos poderiam ser feitas em financiamento ou simplesmente convencendo as inúmeras empresas americanas instaladas no Brasil a entrarem no programa para dar empregos aos jovens brasileiro.

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