EUA e Canadá exigem informações completas do Brasil

A secretária da Agricultura dos Unidos, Ann Veneman, devereiterar a seu colega brasileiro, Marcus Vinicius Pratini de Morais, adisposição de ajuda do governo norte-americano, comunicada em Brasília, na semana passada, para que o País complete o mais rapidamente possível aavaliação do risco sobre a doença da vaca louca, conhecida como BSE, no rebanho bovinobrasileiro. A falta de respostas completas e conclusivas a umquestionário enviado há tempos a Brasília foi alegada pelo governo doCanadá para justificar a suspensão das importações de carne enlatada ede caldo de carne do Brasil, na última sexta-feira.Os Estados Unidos e o México, que são sócios do Canadá no Acordo deLivre Comércio da América do Norte, o Nafta, acompanharam a decisão, emnome da proteção de seus rebanhos e da saúde pública. Em contraste como que ocorreu no Canadá, o governo dos EUA não havia, até hoje,ordenado o recolhimento dos produtos de carne brasileira à venda dossupermercados. Funcionários americanos disseram a colegas brasileirosque consideraram a ação canadense ?exagerada?. Mas o banimento fechou,ao menos temporariamente, um mercado de cerca US$ 100 milhões para apecuária brasileira na América do Norte. ?Depois de receber as informações e assegurar-se de que o Brasil tomoumedidas adequadas para prevenir a BSE, a suspensão será levantada?,informou o departamento da Agricultura americano, na nota que divulgouanunciando o banimento. Embora o secretário-executivo do ministério da Fazenda, Márcio Fortesde Almeida, tenha afirmado que o Brasil enviou na semana passada todosos esclarecimentos pedidos pelas autoridades canadense, uma fonteoficial brasileira disse à Agência Estado que o governo ainda não dispõem de um mapeamento completo das seqüências de cruzamentos feitos com matrizes importadas na Europa na década passada, depois que a BSE foi descoberta na Inglaterra. A doença já matou cerca de noventa pessoas e devastou a indústria da carne na Europa. As declarações do governo do Canadá sugerem que setrata de medida temporária e reversível. ?Não estamos informados sobrequalquer evidência de BSE no rebanho de gado do Brasil?, afirmou Brian Evans, da Agência Canadense de Inspeção de Alimentos. ?Estamoslidando com um risco teórico?. Segundo Evans, cuja agência ordenou a proibição e a retirada dosprodutos de carne brasileira das prateleiras dos supermercados, ?aprobabilidade de contaminação é muito remota?. Ele descreveu a medidacomo ?precaução?. Funcionários canadenses disseram que a proibição poderá ser levantadase as autoridades brasileiras produzirem informações conclusivas sobrea ausência de BSE no gado brasileiro. O fato de não haver registro deBSE no Brasil parece ser a melhor prova de que, mesmo que tenha havidoimportações de matrizes depois da descoberta da doença, estas nãoestavam contaminadas.

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