EUA dizem que sugeriram à Colômbia a não comprar aviões de ataque

O secretário-adjunto do Departamento de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos, Otto Reich, admitiu nesta quinta-feira, em Brasília, que o país sugeriu à Colômbia não comprar aviões de ataques para enfrentar a guerrilha. O Super Tucano, da Embraer, de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP), é um candidatos na licitação. "Como nação amiga, nós damos conselho. Mas eles tomam a decisão", disse.Segundo Reich, a Colômbia não precisa agora de jatos de combate avançados porque a luta armada não tem aeronáutica e os combates com a Forças Armadas colombianas são terrestres. "O que a Colômbia está enfrentando é uma guerra de guerrilha, conduzida por três grandes grupos. Eles (as Forças Armadas) não enfrentam uma ameaça pelo ar, mas uma guerra terrestre", afirmou. Para ele, o que o país precisa é atualizar a frota de transporte de tropas, principalmente com helicóptero.Reich disse que tinha conversado com o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, e outros membros do governo sobre o assunto. "A maior ameaça para os colombianos são os assassinatos, sabotagem, seqüestros, as bombas. O grande problema é lutar com esse tipo de guerra. Para isso, é preciso mobilidade", afirmou, ressaltando que "sabia exatamente o que estava acontecendo" na Colômbia.O Super Tucano da Embraer concorre na disputa de compra pela Colômbia com modelos da norte-americana Rayrtheon Aircraft, da Pilatus suíça, da IAI, de Israel, e da estatal aeronáutica da Coréia do Sul.Reportagem publicada pelo Estado revelou que as Forças Armadas norte-americanas estão exercendo pressão contra a compra, pela Colômbia, de novos aviões de ataque leves, e sugerindo que o país modernize a pequena frota de velhos jatos A-37 e turboélices OV-10. Esses aviões são de fabricação norte-americana.

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