Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

EUA dão sinal verde para genéricos contra a aids

O ministro da Saúde dos Estados Unidos, Tommy Thompson, anunciou durante a conferência internacional sobre a aids, encerrada na quarta-feira em Paris, que seu governo decidiu suspender toda e qualquer atitude hostil à produção e utilização de medicamentos genéricos pelos países em desenvolvimento mais atingidos pela doença. Thompson garantiu que, a partir de agora, os EUA pretendem assimilar os critérios do Fundo Global contra a Aids. Isso significa contribuir para oferecer "medicamentos de melhor qualidade e a preços baixos", sem excluir os genéricos.O especialista americano em aids Anthony Fauci disse que os EUA assumiram o compromisso de não retaliar na Organização Mundial do Comércio (OMC) nenhum Estado disposto a recorrer a medicamentos genéricos em caso de urgência sanitária. Essa posição representa uma mudança significativa do comportamento dos EUA. A nova política americana, válida também para doenças como tuberculose e malária, deverá ser ratificada na Cúpula de Cancún, no México, em setembro.Os laboratórios farmacêuticos também prometeram mudar de atitude diante do problema. A indústria chegou a processar a África do Sul, para tentar impedir a fabricação de genéricos. Os laboratórios anunciaram que vão reduzir preços e investir em ajuda humanitária, tendo escolhido como primeiro beneficiário Botsuana, pequeno país cujo governo resolveu investir na luta contra a aids, que afeta 40% da população adulta.Brasileiro na OMSO ex-coordenador de combate à aids do Ministério da Saúde Paulo Teixeira será nomeado, na segunda-feira, diretor do programa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a luta contra o HIV. O brasileiro já havia sido cedido à OMS, mas a previsão era de que ele voltaria para Brasília em outubro. Teixeira, porém, aceitou o convite para dirigir o programa por pelo menos dois anos. O brasileiro terá a difícil tarefa de levar tratamento contra a aids a 3 milhões de pessoas até 2005.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.