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EUA acenam para acordo sobre patentes de remédios

Se a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), concluída neste domingo no Egito, não conseguiu avançar as negociações no setor agrícola, o governo dos Estados Unidos deu sinais de que o acordo sobre patentes de remédios poderá estar mais próximo. Segundo o acordo que está sendo negociado, os países pobres poderiam importar remédios genéricos de outros países, caso não tivessem a capacidade de produzi-los. O Brasil e a Índia defendem essa idéia, mas são considerados pelas multinacionais norte-americanas do setor farmacêutico como potenciais competidores. Washington sugeriu que países como o Brasil tentassem convencer as multinacionais do setor farmacêutico de que não irão "abusar" do tratado para exportar remédios genéricos. A solução para a Casa Branca foi introduzir uma nota de rodapé no texto do acordo que limitava essa importação de genéricos para apenas 22 doenças consideradas fundamentais, o que evitaria supostos abusos por parte dos exportadores de genéricos.Os países em desenvolvimento não aceitaram a proposta e a negociação foi suspensa há quase sete meses. Diante da pressão dos países e da opinião pública internacional, a Casa Branca decidiu adotar um novo caminho. A estratégia está sendo aproximar as posições de empresas e potenciais exportadores de genéricos, como o Brasil. "Todos querem garantir remédios aos pobres. O problema é construir uma relação de confiança para que não haja abuso por parte dos produtores de genéricos", afirmou o representante da Casa Branca para temas comerciais, Robert Zoellick.

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