Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Eu sou um artista, diz Russomanno

Candidato do PRB reclamou ter respondido só a perguntas sobre vida pessoal em sabatina, mas disse que faz parte da vida de quem é da TV

Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo,

22 de agosto de 2012 | 20h01

SÃO PAULO - Denúncias sobre programas de TV que já conduziu, o uso político que teria feito da morte da ex-esposa, ou da divulgação da data do ultra-som da mulher em sua agenda de campanha. Estes assuntos irritaram o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, na sabatina Folha/UOL ocorrida na manhã desta quarta-feira, 22. O ex-deputado reclamou durante o debate, mas afirmou depois entender a ênfase dada pelos jornalistas. Segundo ele, licenciado da Record, onde possui um quadro de defesa do consumidor, é normal na vida de um artista que as pessoas entrem em sua vida pessoal.

"Eu sou um apresentador de televisão e como tal eu tenho o carinho da população. Então essas coisas acontecem, entram na vida pessoal da gente", afirmou Russomanno, em caminhada que fez pela Lapa, zona oeste da capital, na tarde desta quarta. "Eu gostaria de debater mais os problemas de São Paulo. Quiseram discutir mais a minha vida pessoal, mas faz parte. Eles fizeram o papel deles e eu respondi a altura".

A sabatina foi marcada por uma série de interrupções da plateia, indignada com as perguntas dos entrevistados ao candidato. Houve manifestações diretas de espectadores aos jornalistas, : "Isso é um massacre", atacou um deles, aos berros, para um entrevistador. Parte dos que acompanharam o debate eram correligionários de Russomanno. Os que discutiram com os jornalistas durante a transmissão da entrevista, no entanto, negaram fazer parte da equipe de campanha.

Nas sabatinas anteriores - com Gabriel Chalita (PMDB) e com Soninha Francine (PPS) - as manifestações foram apenas coletivas e nenhum entrevistador foi obrigado a se dirigir pontualmente a uma pessoa da plateia.

Russomanno foi questionado sobre suas relações com a Igreja Universal, sobre seu apadrinhado com o deputado Paulo Maluf (PP) e sobre denúncias que envolvem seu nome - um deles a respeito de um suposto esquema de merchandising em um dos programas que conduziu quando estava na TV. Na denúncia, Russomanno é chamado de "jabazeiro". O candidato reclamou da abordagem, já que alegou não ter tido tempo para discutir sobre os problemas da cidade.

Fé por quarteirão. Ele também disse que gostaria que a cidade tivesse uma igreja por quarteirão. Questionado se sua campanha teria um viés evangélico - por ser de um partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus - o candidato se rotulou como "candidato de todas as igrejas" e classificá-las como linha de conduta para a sociedade.

"Se tivesse uma igreja em cada quarteirão, existiria uma sociedade mais justa", afirmou Russomanno. O ex-deputado também tentou dissociar o PRB da Igreja Universal, lembrando que um de seus fundadores - o ex-vice-presidente da República, José de Alencar - era um católico fervoroso.

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