'Eu não sei do que está sendo acusado', diz advogado de sócio de Valério

Advogado comparou a situação de Ramon ao do estudante chinês que enfrentou massacre na paz celestial

22 de agosto de 2007 | 17h00

O advogado de Ramon Hollerbach, sócio do publicitário Marcos Valério, diz que a denúncia contra seu cliente não é apenas improcedente, mas injusta, e afirma que a única referência a ele no processo é ser sócio da SMB&B. O advogado comparou a situação de Ramon - com a denúncia do procurador-geral da República no STF - ao do estudante chinês que enfrentou massacre na paz celestial. "Eu não sei do que ele está sendo acusado", disse.  Ramon é acusado de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. "A denúncia faz referência a ele 39 vezes, sempre entre parênteses e após se referir ao núcleo do Valério", afirmou. E diz, como os outros advogados, que não há provas contra seu cliente no caso. José Antero Monteiro Filho, advogado do ex-deputado federal pelo PTB Romeu Queiroz, afirmou que não há "um único indício de que ele teria aderido à quadrilha. A denúncia é totalmente insubstancial". Queiroz é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e foi absolvido no plenário da Câmara da acusação de envolvimento no esquema do mensalão. Candidatou-se em 2006, mas não se elegeu.  Monteiro Filho representa também Cristiano de Melo Paz, sócio de Marcos Valério e acusado de corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. E diz que "não há indicação de um só ato de que Cristiano seria integrante do grupo de Valério". "Nada se sustenta, é muito difícil para quem se debruça sobre isso formular uma defesa, porque não há individualização de conduta". Mensalão O esquema do mensalão - pagamento de uma suposta mesada a parlamentares para votarem a favor de projetos do governo - foi denunciado por Roberto Jefferson, então deputado pelo PTB e presidente da legenda, que acabou sendo cassado por conta de seu envolvimento. Segundo ele, os pagamentos mensais chegavam a R$ 30 mil e o esquema de repasse do dinheiro era feito através de movimentações financeiras do empresário Marcos Valério. Dos acusados de envolvimento no esquema, foram cassados José Dirceu, Roberto Jefferson (PTB-RJ), que denunciou o mensalão, e Pedro Corrêa (PP-PE). Quatro parlamentares renunciaram para fugir do processo e 11 foram absolvidos.

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