'Eu não sabia que incomodava tanto', ironiza Marco Aurélio

PT reclama na CNJ após declarações do ministro de que programa de Lula teria caráter eleitoreiro

FELIPE RECONDO, Agencia Estado

13 de março de 2008 | 13h26

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, rebateu nesta quinta-feira, 13,  as acusações da bancada do PT, que encaminhou ação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedindo a abertura de processo administrativo contra ele, por ter sugerido que o programa Territórios da Cidadania, do governo Lula, poderia ser contestado juridicamente, por eventual caráter eleitoreiro.     Veja Também:   Em ano eleitoral, Lula lança programa social de R$ 11,3 bi Veja os principais programas sociais do governo Lula Tarso defende declarações de Lula sobre ministros do STF Crítica de ministro do STF é 'inadmissível', diz Rands Lula se irrita e critica ministros do STF    "Eu não sabia que incomodava tanto. Evidentemente, não estão me aplaudindo. Se eu estivesse estimulando práticas à margem da lei, talvez não tivesse a representação. Se eu aplaudisse a concessão de benesses em ano eleitoral, contrariando a lei, talvez mandassem fazer um busto com a minha imagem para ser colocado na Praça dos Três Poderes, ironizou Marco Aurélio, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal.   E completou: "Eu acho graça. O que eu vejo nisso é uma vertente extremada, cerceando a liberdade de expressão. Os novos ares constitucionais não viabilizam essa ótica, esse modo de pensar".   A bancada do PT na Câmara formalizou no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma reclamação contra  Marco Aurélio , na qual pede a abertura de processo administrativo por falha funcional. Juridicamente, a reclamação do PT abrirá um debate no CNJ. Há dúvidas se o Conselho pode investigar e punir ministros do Supremo. "Nós achamos que pode", adianta o líder do PT, deputado Maurício Rands (PT-PE).   Já o ministro Marco Aurélio diz ter dúvidas sobre esse poder: "CNJ pode exercer esse crivo em relação ao ministro do Supremo? Isso está em aberto. Vamos ver o que o CNJ vai dizer. Quem sabe ele me afaste das funções? Estou precisando mesmo descansar", conclui.   (Colaborou Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo)   Texto atualizado às 14h40

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