'Eu não posso falar', diz Graça Foster sobre entrevista de ex-diretor da Petrobrás

Paulo Roberto Costa disse que estatal fez 'conta de padeiro' para construir refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco

Antonio Pita e Fernanda Nunes , Agência Estado

02 Junho 2014 | 10h53

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, disse nesta segunda-feira, 2, que “não pode falar” a respeito das recentes declarações do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, acusado de integrar um esquema de lavagem de dinheiro que envolveria contratos da estatal - o caso foi deflagrado em março pela Operação Lava Jato da Polícia Federal. “Não é que não queira (falar), eu não posso falar”, disse a presidente da companhia de petróleo, Graça Foster, ao deixar um seminário sobre energia no Rio.

Costa afirmou, em entrevista publicada no domingo pelo jornal Folha de S.Paulo, que a estatal fez “conta de padaria” para definir o orçamento das obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A refinaria foi orçada em US$ 2,5 bilhões em 2005, quando foi aprovada pela diretoria executiva da estatal. Nove anos depois e com as obras atrasadas, o orçamento explodiu para mais de US$ 18,5 bilhões.

Segundo o ex-diretor, a Petrobrás errou ao divulgar o valor inicial “sem saber quanto a refinaria iria custar, sem ter projeto”. Costa também negou que tivesse envolvimento com o negócio, que seria de responsabilidade da área de Serviços da estatal. O ex-diretor disse apenas que “era dono do orçamento, mas não comandava a obra”.

Costa deixou o cargo de diretor da Petrobrás em abril de 2012, pouco mais de dois meses após a posse de Graça Foster como presidente da estatal.

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