Estupros causam crise na segurança gaúcha

O estupro de uma balconista e suas duas filhas adolescentes, na madrugada de terça-feira, no bairro Mathias Velho, em Canoas, na Região da Grande Porto Alegre, provocou uma crise na Secretaria Estadual de Justiça e Segurança(SJS). O titular da pasta, José Paulo Bisol, convocou uma entrevista coletiva para tentar explicar porque o 15º Batalhão de Polícia Militar (15º BPM) da Brigada Militar demorou mais de três horas e meia para chegar à residência e socorrer as vítimas, alegando que só havia uma viatura à disposição para o patrulhamento.Bisol anunciou o afastamento do comandante do Batalhão, tenente-coronel Paulo Roberto Osório. "Ele foi afastado porque nós estamos apurando as causas e vamos fundo na questão, doa a quem doer", afirmou. "Os culpados serão punidos exemplarmente. Nomearemos outro comandante mais competente para o seu lugar imediatamente". Segundo o secretário, "esta história de ter só um carro é mentira". "Fui informado que haviam cinco ou seis". A balconista, de 33 anos, estava dormindo quando, por volta das 3 horas, escutou o barulho de alguém querendo arrombar a porta da casa, alugada há apenas 15 dias. Ela ligou para o número 190, da Brigada Militar. Lá teriam lhe orientado a fazer contato com um posto da BM mais próximo. Como seu celular de cartão estava sem créditos, ligou a cobrar para uma amiga pedindo ajuda. Esta lhe retornou a ligação dizendo que o carro já viria.O ladrão, encapuzado, arrombou a porta dos fundos da casa, a do quarto da comerciária, amarrou a mãe e as duas filhas (dez e 15 anos), e abusou sexualmente das três aproximadamente por 30 minutos. Depois foi embora, por volta de 6 horas, levando um televisor, um celular, um aparelho de som e R$ 20,00.

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