Estudo mostra peso geográfico do voto

A diretora executiva do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari, apresentou, na quinta-feira, 16, nos Estados Unidos, estudo sobre o modelo de divisão do eleitorado paulistano desenvolvido pelo Estadão Dados em parceria com o instituto de pesquisas. O estudo, que tem como coautor José Roberto de Toledo, colunista do jornal O Estado de S. Paulo, mostra que o local de moradia tem mais peso na decisão de voto que outras variáveis, como renda, idade ou escolaridade. Cavallari apresentou os dados na 66.ª conferência da Wapor - congresso mundial sobre opinião pública, em Boston.

AE, Agência Estado

17 de maio de 2013 | 09h18

Na cobertura da campanha eleitoral de 2012, o Estado e o Ibope dividiram São Paulo em três áreas - pró-PT, anti-PT e volúvel - segundo o retrospecto das três votações anteriores na cidade. O modelo teve 100% de acerto no 1.º turno: Fernando Haddad (PT) venceu em todas as áreas petistas e José Serra (PSDB) ganhou nas antipetistas.

"O resultado dessa investigação excedeu nossas expectativas iniciais", disse Márcia, destacando o fato de que o fenômeno que associa geografia e voto ocorre em outros lugares, como nos Estados Unidos.

"O mapa das últimas eleições presidenciais americanas mostra concentração de votos para o Partido Democrata nas regiões costeiras, enquanto quase toda a área central escolhe o Partido Republicano", afirmou. "Essas seriam o equivalente, em São Paulo, às áreas pró-PT e anti-PT. Os chamados ?swing states? (que oscilam entre um e outro partido) seriam os distritos paulistanos volúveis."

O estudo detectou que as áreas pró-PT são as com maior concentração de imigrantes, enquanto as zonas que rejeitam o partido "são predominantemente habitadas por famílias que vivem na cidade há gerações". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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