Estudo do Ipea faz críticas ao novo Código Florestal

Estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) aponta que o Brasil terá dificuldades de cumprir os compromissos ambientais assumidos internacionalmente, caso o novo Código Florestal seja sancionado nos termos aprovados pela Câmara. Segundo o estudo, mais de três milhões de megatoneladas (ou três mil gigatoneladas) de carbono deixarão de ser retidas, caso ocorra a anistia prevista no Código. "Seria um retrocesso", resumiu Ana Paula Moreira, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea.

EUGÊNIA LOPES, Agência Estado

08 de junho de 2011 | 14h38

No Acordo de Copenhague, firmado no final de 2009, o Brasil se comprometeu a diminuir 668 gigatoneladas anuais de emissões de carbono decorrentes do desmatamento. No estudo, o Ipea aponta ainda que mais de 29 milhões de hectares deixarão de ser recompostos, se o Código for sancionado nos termos aprovados até agora pelos parlamentares.

O Código está no Senado e só deverá ser votado no segundo semestre. O estudo do Ipea será entregue aos senadores para subsidiar as discussões. Técnicos do Ipea afirmaram que a legislação em vigor é melhor do que a proposta e aprovada até agora pelo Congresso. "Com certeza é melhor o atual Código, disse Fábio Alves, um dos responsáveis pelo estudo.

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