Estudo aponta 623 mandatos cassados entre 2000 e 2006

Balanço divulgado nesta 5ª mostra que principais casos de corrupção aconteceram nos Estados de SP, MG e RN

Andréia Sadi, do estadao.com.br

04 de outubro de 2007 | 14h07

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE)-rede formada por entidades e organizações sociais- divulgou nesta quinta-feira, 4, um dossiê com relação de políticos cassados no período entre 2000 e 2006. De acordo com o documento, neste período,  623 políticos perderam seus mandatos.  Veja Também:   O estudo na íntegra  Segundo o MMCE, a novidade da pesquisa é a atualização desses dados, que inclui perdas de mandato referente à última eleição.  A corrupção envolvendo os políticos, que são acusados, entre outras coisas, de compra de votos e abuso de poder, envolveu 21 partidos , liderados pelo DEM, PMDB e , em seguida, o PSDB.  De acordo com o estudo, os principais casos de corrupção aconteceram, principalmente, nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande de Norte. Além destes, cerca de mil processos envolvendo políticos tramitam na Justiça Eleitoral. Estudo do TSE No mês passado, o  Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  também divulgou um balanço sobre mandatos de parlamentares cassados, mas o estudo avaliou os casos de corrupção entre os anos de 1999 e 2007. Neste período,  o TSE desalojou de seus cargos 215 políticos que compraram votos para se eleger. Desde 1999, quando a lei eleitoral ganhou o Artigo 41-A, que trata da compra de votos, o tribunal acelerou as cassações de mandatos por irregularidades - na maioria dos casos, 101, de prefeitos.  Os maiores atingidos pela lei estão nos municípios. Além dos prefeitos, 53 vice-prefeitos e 51 vereadores perderam os mandatos por compra de votos.  Mas a lei chegou também ao Congresso Nacional. Um senador, João Capiberibe (PSB), do Amapá, e sua mulher, Janete (PSB), deputada federal, perderam os mandatos acusados de comprar votos por R$ 26. Apesar da decisão do TSE, o processo se arrastou por meses no Senado, até ser efetivado em dezembro de 2005.  O governador de Roraima, Flamarion Portela, também perdeu o mandato, em 2004. Eleito em 2002, foi acusado de usar programas sociais para cooptar votos. Cassado, foi substituído pelo vice, Ottomar Pinto (PSDB) - que hoje também enfrenta no TSE processo por compra de votos.  A velocidade das cassações tem aumentado. De 1999 a 2001, foram cassados 12 políticos - 5 prefeitos, 5 vices e 2 vereadores. Nos anos seguintes, a conta subiu para 203 e entraram um governador, um senador, deputados estaduais e federais. Texto atualizado às 15h15

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