Estudantes pedem mudanças na política econômica

A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) deram início hoje, em Belo Horizonte, a uma série de manifestações nas principais capitais brasileiras por mudanças na política econômica do governo federal e em defesa da reforma da educação superior. Durante o ato na capital mineira, o presidente da UNE, Gustavo Petta, disse que os movimentos sociais precisam ?incendiar o País? como forma de pressionar o governo a alterar os rumos da atual diretriz econômica.?É isso que a UNE, o MST e a CUT vão fazer no País. Acho que é preciso incendiar as manifestações no País para fazer essa pressão. O (presidente) Lula não vai conseguir mudar o País via canetada institucional?, disse Petta. Ele relacionou as manifestações estudantis com o anúncio por parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) de uma nova onda de invasões de terras e fez coro à polêmica declaração do coordenador nacional do Movimento dos Sem-Terra, João Pedro Stédile, que prometeu ?infernizar? o Brasil com ocupações em abril. Embora os organizadores tenham estimado que oito mil estudantes universitários e secundaristas participaram da manifestação, a Polícia Militar calculou um público de ?no máximo? duas mil pessoas. Durante a semana, haverá manifestações e atos públicos também em Recife, Fortaleza, Aracaju e Salvador. A reserva de 50% das vagas nas universidades para a escola pública; a regulamentação do ensino superior privado; a ampliação de vagas e garantias de financiamento para as universidades públicas e o direito ao passe estudantil foram as principais reivindicações levantadas pelos estudantes.

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