Estudantes invadem prédio da Câmara Legislativa do DF

Cerca de 50 integrantes estão no local e afirmam que só sairão do prédio se o governador Rogério Rosso deixar o governo

Mariangela Gallucci, de O Estado de S. Paulo

21 de abril de 2010 | 22h47

 

BRASÍLIA - Cerca de 50 estudantes e ex-estudantes invadiram no início da noite desta quarta-feira, 21, o prédio da futura sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal, que está em fase final de construção.

 

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Os invasores, que dizem integrar um movimento batizado de "Fora Arruda e toda a máfia", disseram que entraram no prédio por uma janela que estava aberta. Eles afirmaram que só sairão do prédio se o recém-empossado governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, deixar o governo.

 

 

Rosso vai cumprir um mandato tampão no lugar de José Roberto Arruda, que foi cassado e ficou preso durante dois meses. Sentados numa roda, os invasores criticavam o atual governo do Distrito Federal que, segundo eles, é uma continuidade da administração Arruda, suspeita de envolvimento num esquema de corrupção, o mensalão do DEM.

 

"A galera veio protestar contra o continuísmo da corrupção", afirmou o estudante de pedagogia Rodrigo Grassi, de 32 anos. "A maior parte do movimento quer a intervenção (federal no Distrito Federal)", disse.

 

Policiais militares foram chamados pela empresa responsável pela obra, mas até as 22h50 o prédio continuava ocupado. Oficial comandante da área onde está localizado o prédio, o aspirante Walison negociou com os invasores. Ele disse que quem estava no prédio poderia continuar, mas que as pessoas que estavam fora não poderiam entrar. O policial pediu que os manifestantes mantivessem a "tranquilidade e a civilidade".

 

Em seguida, o comandante explicou a funcionários da empresa responsável pelo prédio que a polícia não tinha como retirar os invasores porque o prédio ainda não foi inaugurado e, portanto, não é público. Segundo ele, o caminho legal seria ingressar com uma ação de reintegração de posse. O prédio é uma encomenda do poder público e foi todo pago com dinheiro do orçamento público.

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